quarta-feira, 14 de junho de 2017

Resenha: Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley

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Ficha Técnica
Título Original: Brave New World
Autor: Aldous Huxley
Ano: 2014
Páginas: 312
Editora no Brasil: Biblioteca Azul

Sinopse
A Terra agora se divide em dez grandes regiões administrativas. A população de 2 bilhões de seres humanos é formada por castas com traços distintivos manipulados pela engenharia genética: nos laboratórios são definidos os poucos dotados, destinados aos rigores do trabalho braçal, e também os que crescem para comandar. Não há espaço para a supresa, para o imprevisto. O slogan "comunidade, identidade e estabilidade" sustenta a trama do tecido social. Estamos no ano 632 depois de Ford - aquele da linha de produção de automóveis - quando o amor é proibido e o sexo, estimulado.


Este é, acima de tudo, um romance de ideias, que descreve as formas mais sutis e engenhosas que o pesadelo do totalitarismo pode assumir, e que resiste inexpugnável às interpretações político-ideológicas de esquerda ou direita suscitadas desde seu lançamento. Mundialismo, controle genético, adestramento comportamental e intoxicação coletiva não são dados soltos para a mente construir com eles uma utopia: são órgãos solidários e inseparáveis de um mesmo e único sistema. Onde quer que apareça um deles, os outros o seguirão, mais cedo ou mais tarde. A lógica deste romance imita e condensa a lógica da Historia. E Huxley, desenvolvendo a sensibilidade a ponto de criar esse retrato ainda hoje tão perturbador, tornou-se autor de um dos grandes clássicos da literatura mundial.


A OPINIÃO ABAIXO CONTÉM ALGUNS SPOILERS


Consegui terminar de ler "Admirável Mundo Novo" mas tem um problema. Eu não tenho certeza se entendi o final. Quando eu peguei o livro para ler sabia que era o tipo de estória que eu precisaria ler mais de uma vez para entender ele por completo. E eu estava certa, entendi muitas críticas e mensagens que o autor quis passar, mas ainda assim sinto como se não tivesse captado toda a obra.

Para quem não sabe do que se trata (e não leu a sinopse ali em cima), Admirável Mundo Novo é um clássico da literatura e do gênero distópico. No futuro o mundo é dividido em 10 regiões administrativas comandadas por seus respectivos Administradores. A população de 2 bilhões de habitantes segue o modelo de castas, onde cada um nasce pronto para cumprir o destino ao qual foi designado. Bilhões de pessoas, nenhuma delas nascidas de uma mãe, todas produzidas em laboratório.

Tudo que é antigo, antes de Ford foi banido e esquecido. Arte? Quem precisa disso. Deus? O que é Deus? Um futuro onde o amor e a monogamia são rejeitados e o sexo estimulado "cada um pertence a todos"; onde sua felicidade encontra-se em pequenas doses de soma. Controle genético, adestramento comportamental e intoxicação coletiva são os principais ingredientes para manter a Civilização e sua estabilidade.

"O mundo agora é estável. As pessoas são felizes, têm o que desejam e nunca desejam o que não podem ter. Sentem-se bem, estão em segurança; nunca adoecem; não têm medo da morte; vivem na ditosa ignorância da paixão e da velhice; não se acham sobrecarregadas de pais e mães; não têm esposas, nem filhos, nem amantes por quais possam sentir emoções violentas; são condicionadas de tal modo que não podem deixar de se portar como deve. E se, por acaso, alguma coisa andar mal, há o soma."

Eu adorei o livro, achei várias coisas muito pertinentes, o mundo que é apresentado nos primeiros capítulos realmente me deixou muito interessada, mas eu não consegui gostar de NENHUM personagem. Sabe quando a gente sempre se apega a alguém da estória? Aqui isso não aconteceu, pelo menos não comigo. 

Primeiro eu achei que ia gostar do Bernard por ele ser uma espécie de rebelde que não concordava com o que estava acontecendo, mas na primeira ameaça de ser mandado para fora da Civilização ele ficou todo apavorado e também acabou sendo "corrompido" pela atenção que recebeu ao levar o Selvagem para Londres.

Lenina era uma sem noção, que por mais que "amasse" o John nunca ia querer sair do seu mundinho confortável (afinal, ela foi condicionada a isso). 

O John ou Sr, Selvagem, foi levado para Civilização pelo Bernard, depois de ser encontrado em uma espécie de aldeia indígena fora do novo mundo, mas ele foi um personagem extremamente entediante, que não conseguia entender que as culturas eram diferentes (e olha que o Administrador tentou explicar). Também citava muito Shakespeare (por ter sido o único livro que tinha contato na aldeia) o que até dificultava entendê-lo.

O Administrador, Vossa Fordeza ou Mustafá Mond foi o personagem mais sensato que me deparei na leitura, mas mesmo assim foi dificil aceitar que ele havia escolhido o novo mundo mesmo tendo consciência de como era a antiga civilização.

Um livro que foi escrito na década de 1930, mais atual do que nunca. Reflexões politico-ideologicas marcantes e cenas que não imaginaríamos nem vivendo nos dias atuais, imagina para quem leu a obra há anos atrás.

NOTA: ✫✫✫✫

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