domingo, 14 de maio de 2017

Precisamos falar sobre: ódio gratuito

Hoje to estreando essa tag “Tava pensando aqui e resolvi escrever” onde que escreverei textos (não muito bons) sobre assuntos aleatórios, que eu sentir vontade de falar (tipo um desabafo). Comentários para abrir discussões saudáveis são bem-vindos. Leiam com carinho!

As vezes eu fico chocada com a capacidade das pessoas de disseminarem ódio contra as outras por pura diversão ou intolerância disfarçada de opinião. Não precisamos ir muito longe, as próprias redes sociais estão lotadas de gente que adora ofender e desprezar o outro a troco de nada, ou quem sabe de uma satisfação meio cruel.

Assim como a maioria das pessoas, eu destino parte do meu tempo às redes sociais e tenho uma mania de olhar comentários de publicações que me chamam atenção, sempre acompanhei meus ídolos e meus assuntos favoritos por meio de plataformas na internet, mas ultimamente tenho ficado preocupada com a quantidade de pessoas que espalham discursos de ódio.

Atualmente, a internet se encontra em uma fase onde debates sobre inúmeros assuntos são feitos e qualquer pode emitir uma opinião sobre esses assuntos, desde que tenha acesso. Todo mundo pensa de uma maneira diferente e cada um tem liberdade para poder expressar suas crenças, o problema acontece quando eu abuso dessa liberdade e passo a ofender o outro. É incrível como um debate sobre política pode acabar virando uma guerra, onde ninguém mais se preocupa em só discutir o assunto e sim desestruturar e até humilhar quem pensa diferente.

Outra coisa bem cruel, mas que acontece o tempo todo, é determinada pessoa famosa postar uma foto e de repente choverem críticas (quase nunca construtivas) em relação sua aparência e o que mais se tiver para falar. O ídolo de alguém começa a namorar e isso se torna motivo para desqualificarem o (a) parceiro (a) dele. A galera tá sempre disposta a odiar, xingar e desmerecer, sem ter o mínimo de empatia com o resto do mundo.

Isso é mais visível nas redes sociais onde as pessoas estão “protegidas” por seus computadores, mas na vida real é ainda pior. Homofobia, racismo, intolerância e por aí vai. É muita gente “opinando” e pouca gente entendendo ou ajudando.

Ninguém é obrigado a ser a favor do casamento gay, mas ninguém também não tem direito de agredir ou desmoralizar um casal homossexual. Ninguém é obrigado a gostar do cabelo/tatuagem/piercing de alguém, mas ninguém também tem o direito de acabar com a autoestima da pessoa. Ninguém é obrigado a concordar com o aborto, mas ninguém também tem o direito de interferir no corpo de uma mulher.

Quando alguém diz que uma vítima de estupro coletivo mereceu ser estuprada porque devia estar em casa, também está a agredindo, pessoas que passam por isso não precisam de críticas, não precisam de culpa além da que elas já estão sentindo, precisam de apoio e compreensão. Por que é mais fácil criticar do que ajudar? Por que a odeiam tanto?

As pessoas acham que elas tem o direito de ser como elas querem, somente quando se trata delas, quando o outro entra, as críticas são livres e nem precisa pensar se a pessoa vai se sentir ofendida.

“Ah mas eu não sou assim!” Todo mundo é assim, pelo menos um pouquinho (inclusive eu), cabe a nós trabalharmos nossos preconceitos, intolerâncias, etc. E pensar em como isso afeta o outro. Menos ódio e mais empatia.

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