sexta-feira, 5 de maio de 2017

Resenha: A Menina Mais Fria de Coldtown - Holly Black


Ficha Técnica
Título Original: The Coldest Girl In Coldtown
Autora: Holly Black
Ano: 2014
Páginas: 384
Editora no Brasil: Novo Conceito

Sinopse
No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros – são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de Coldtown, nunca mais consegue sair.
Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre, são seu insuportavelmente doce ex-namorado – que foi infectado, e portanto representa uma ameaça – e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown.


“Eles comem uns aos outros. Comem a nós. Comem todas as porcarias de coisas. Eles beberiam o sangue do mundo inteiro se nós deixássemos”.
 





Primeiro, eu queria dizer que essa é minha primeira leitura vampiresca, depois de uma leitura superficial, há muito tempo, do último livro da saga Crepúsculo, então é possível que eu dê algumas opiniões equivocadas sobre o tema.

Esse era um dos livros que eu queria ler faz tempo, desde que ele me chamou a atenção em uma das minhas visitas a livraria Saraiva. Recentemente, tive a oportunidade de adquiri-lo em um sebo aqui da cidade, onde fui trocar alguns livros que não queria ler.

‘A Menina Mais Fria de Coldtown’ me deixou bastante receosa justamente por causa do tema, já que o vampirismo passou por um período de romantização e deixou o “sinistro” um pouco de lado, eu estava crente que não gostaria da estória, apesar de todas as avaliações positivas de outros leitores.

Então, a autora Holly Black, conseguiu misturar muitas coisas na trama, desde a premissa, que na minha opinião é muito boa, se tratando da coexistência de humanos e vampiros e a criação de Coldtowns, até o romance entre Tana e Gavriel. Um dos meus temores era que a autora focasse muito na parte do romance e esquecesse o resto, mas para minha surpresa isso não aconteceu.

Tana é uma personagem muito boa, determinada, e apesar de todos os seus medos ela ainda se obriga a ser corajosa.

Tudo começa em uma festa que nossa protagonista vai. Ao acordar na manhã seguinte em uma banheira, depois de beber muito, ela se vê diante de um massacre, todo mundo que estava na festa com ela um dia antes, sofreu um ataque vampiresco. Depois de todo o choque ela reencontra seu ex-namorado, Aidan, em uma situação bem complicada e conhece Gavriel, vampiro que depois ela descobre ser mais perigoso do que ela imaginava. Assim, a saga de Tana começa, com ela indo para uma das Coldtowns, junto com seu ex, seu recém-conhecido e dois adolescentes que ela encontra no caminho, Midnight e Winter.

Eu tive um misto de emoções durante minha leitura, comecei empolgada, mas depois fiquei entediada com as páginas e louca pra acabar de ler o livro, chegando no final da estória fiquei satisfeita de novo. Em alguns momentos a trama é arrastada, em outros, surpreendente.

Achei a história do Gavriel um pouco confusa e acho que poderia ter sido explorada de uma melhor forma. Algo que me deixou irritada, de certa forma, foi a galera louca para ser transformada, é irritante, exemplo do que aconteceu/acontece com Midnight e Winter. É como se os humanos passassem a ser meio que escravizados pelos vampiros, justamente por causa de todo esse deslumbramento.

O livro é bom, mas peca um pouco na narração que por vezes se torna monótona, a autora conseguiu resgatar um certo terror das histórias de vampiros, mas se perde em algumas das justificativas e estórias pessoais de alguns personagens.

NOTA:✩✩✩

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