segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Resenha: Laranja Mecânica

Exibindo 20170211_190546.jpg

"Então. o que é que vai ser, hein?"

Laranja Mecânica
Autor: Anthony Burgess
Ano: 1962
Páginas: 200
Editora: Aleph


Sinopse:
Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex - soberbamente engendrada pelo autor - empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de "1984", de George Orwell, e "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, "Laranja Mecânica" é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. 

Opinião:
No começo do meu curso de psicologia, a professora que dava uma matéria relacionada ao condicionamento e behaviorismo pediu que a gente assistisse ao filme de Kubrick, mas só depois de dois anos eu resolveria me "aprofundar" um pouco mais na história. É lendo um clássico que você entende porque o livro é um clássico.
Alex é um adolescente de quinze anos que tem uma forte tendência à violência, ele e mais três amigos (ou druguis, segundo vocabulário nadsat) formam uma espécie de gangue que comete todo o tipo de atrocidade com as pessoas que atravessam seu caminho. Assalto, agressão, estupro, contra velhos, crianças, mulheres ou quem quer que fosse. Sempre saindo ilesos de suas perversidades. 

“Irmãos, esse negócio de ficar roendo as unhas dos pés sobre qual é a causa da maldade é que me torna um rapaz risonho. Eles não procuram saber qual é a causa da bondade, então por que ir à outra loja? Se os plebeus são bons é porque eles gostam, e eu jamais iria interferir em seus prazeres, e o mesmo vale para a outra loja. E eu frequento a outra loja." 

Até que um dia os druguis de Alex o deixam de lado (segundo ele, uma traição) e ele acaba indo parar na prisão, condenado a cumprir vários anos de sentença. Lá na prisão, como é de se esperar, Alex só consegue aprender mais violência e cinismo. 
Enquanto nosso protagonista cumpria sua pena, um novo tipo de tratamento para pessoas como ele estava sendo desenvolvido, tratamento esse que prometia que uma pessoa má se tornaria boa em um curto espaço de tempo. E lógico, Alex é submetido a essa experiência.

O livro é todo na linguagem Nadsat, um tipo de dialeto falado por Alex e seus druguis. No fim dessa edição da Aleph tem um glossário com todos os significados, mas preferi não ler, porque em alguns países Laranja Mecânica é publicado sem esse glossário. Realmente a leitura demorou a fluir por causa do vocabulário, mas agora que acabei de ler, algumas palavras não saem da minha cabeça.

Resultado de imagem para laranja mecanica livro
Créditos na foto

Laranja Mecânica foi publicado pela primeira vez em 1962, mas a leitura nunca deixa de ser atual, o livro traz vários temas importantes como a violência sem medidas, o livre arbítrio (escolha entre o bem e o mal) e claro, uma crítica fervorosa ao sistema penitenciário que não reabilita ninguém só incita mais violência.

Muita gente diz que é impossível odiar o Alex, no meu caso, não odiei nem amei, mas não se pode negar que ele é um personagem fascinante. Apesar de todo o conteúdo violento e perturbador do livro, por incrível que pareça o final foi "fofo".

NOTA: ✪✪✪✪✪

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Incentive o blog! Comente o post com sua opinião ou sugestão, todos os comentários são bem-vindos, exceto os ofensivos. Deixe seu link caso você também tenha um espaço. Muito obrigada!