terça-feira, 29 de novembro de 2016

Review: 3 por cento



Primeiro eu gostaria de dizer que se eu tivesse lido as criticas antes de ver a série eu nunca teria assistido, a maioria das opiniões que eu vi são quase que completamente negativas.

Então, na série o mundo está dividido em 2 lados: o Continente e o Maralto, ou o "lado de cá" e o "lado de lá". O continente é o lugar onde as pessoas vivem com o mínimo de recursos possível, onde todo mundo vive na pobreza. O Maralto é o oposto, é o lugar perfeito, onde tudo é dividido igualmente pra todo mundo, a Medicina é extremamente avançada e não existem conflitos.

Ao completar 20 anos, os jovens vão para o processo seletivo que selecionará os 3% deles que passarão para o "lado de lá". Tudo isso com base no mérito de cada um (mais ou menos, porque o processo é beem injusto. Mito da meritocracia né). Quem não passa, volta para o Continente e passa o resto da vida lá mesmo,  sem segunda chance.

Essa primeira temporada tem 8 episódios e já começa com os jovens indo para o processo, que é comandado pelo Ezequiel. Chegando la eles recebem as boas vindas e se identificam, a partir dai a gente já começa a perceber que na verdade nem todo mundo entra para o processo honestamente.

A entrevista é a primeira etapa, os candidatos são entrevistados individualmente e os conselheiros já começam a decidir quem fica e quem sai. Essa primeira parte ja se mostra bem tensa com as primeiras eliminações e é possível ver o quanto aquilo é extremamente importante. Afinal, eles se preparam a vida toda para passar. É como ir pra faculdade, o processo seria o Vestibular e o Enem (só uma comparação para ilustrar).

Os personagens principais são: a Michele, o Rafael, a Joana, o Fernando, o Marco e claro, o Ezequiel. Depois da entrevista eles passam pelas provas, que eu não vou contar aqui senão perde a graça, mas o que eu posso dizer é que as duas primeiras provas eu não gostei.  A partir da terceira, começa a ficar até mais interessante.

A série é uma distopia, a tem aquelas mesmas características do gênero: conteúdo moral projetando o modo como nossas vidas seriam no futuro, crítica social, indivíduos que acreditam cegamente nas politicas, o poder mantido por uma elite, um grupo rebelde que discorda e um herói. Mas isso a gente vai percebendo com o passar da série.

Uma das coisas que mais me chamou atenção em 3% foi a evolução de cada personagem e a reviravolta em cada episódio. Achei algumas coisas imprevisíveis.

Os pontos fracos, na minha opinião, são os casais que passam e se formam durante os episódios, não consegui simpatizar com nenhum. Alguns personagens tem a personalidade um pouco confusa. E a abertura também, não gostei, pulei a partir do primeiro episódio.

Até agora meus personagens preferidos são a Michelle e o Rafael. E os que eu menos gostei foram o Fernando e a Ágata.  Comecei a ficar mais interessada a partir do terceiro episódio, mas a série é boa. Acredito que tenha conquistado e ainda vai conquistar muitos fãs.

E vocês já assistiram? O que acharam? Deixe seu comentário!

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