quarta-feira, 24 de maio de 2017

Resenha: Claros Sinais de Loucura - Karen Harrington



Ficha Técnica
Título Original: Sure Signs of Crazy
Autora: Karen Harrington
Ano: 2014
Páginas: 256
Editora no Brasil: Intrínseca

Sinopse
Você nunca conheceu ninguém como Sarah Nelson. Enquanto a maioria dos amigos adora Harry Potter, ela passa o tempo escrevendo cartas para Atticus Finch, o advogado de O sol é para todos. Coleciona palavras-problema em um diário, tem uma planta como melhor amiga e vive tentando achar em si mesma sinais de que está ficando louca. Não é à toa: a mãe tentou afogá-la e ao irmão quando eles tinham apenas dois anos, e desde então mora em uma instituição psiquiátrica. O pai, professor, tornou-se alcoólatra.
Fugindo da notoriedade do crime, ele e Sarah já se mudaram de diversas cidades, e a menina jamais se sentiu em casa em nenhuma delas. Com a chegada do verão em que completa doze anos, ela está cada vez mais apreensiva. Sente falta de um pai mais presente e das experiências que não viveu com a mãe, já se acha grande demais para passar as férias na casa dos avós, está preocupada com a árvore genealógica que fará na escola e ansiosa pelo primeiro beijo de língua que ainda não aconteceu.
Mas a vida não pode ser só de preocupações, e, entre uma descoberta e outra, Sarah vai perceber que seu verão tem tudo para ser muito mais. Bem como seu futuro

" - Se a senhora tivesse uma filha, o que diria a ela?
A Sra. Dupree sorri.
- Ah, deixe-me pensar - responde - Bem, eu diria: sempre que comprar uma blusa nova ou algum creme para ficar bonita, vá e compre um livro na mesma hora. Também é importante embelezar a mente, não acha?"

Décimo nono livro lido em 2017. 'Claros Sinais de Loucura' permite que você entre nos pensamentos de Sarah, uma garota de 12 anos que tem uma história de vida um tanto quanto complicada. Quando ela tinha 2 anos sua mãe tentou afogar Sarah e o irmão, Simon morreu, mas nossa protagonista teve sorte ou quase isso, já que ela não vê a mãe desde muito tempo atrás, seu pai virou alcoólatra e ela virou um tipo de celebridade dos telejornais que ficam relembrando sua tragédia pessoal.
No livro um professor pede que os alunos escrevam cartas para quem quiserem como um trabalho escolar para as férias de verão. Sarah escolhe seu personagem preferido do livro 'O sol é para todos', para o qual conta como está sendo seu verão, suas frustações, alegrias, pequenas conquistas e até suas palavras-problema.

Apesar de sofrer muito com a ausência da mãe, Sarah ainda tenta lidar a sua maneira com todas as coisas ruins que acontecem enquanto ela passa pela adolescência, criou uma lista de palavras-problema que ela sabe que não deve ser mencionada ao conversar com as pessoas e fica atenta aos sinais de que poderia estar ficando louca como sua mãe.

"Descobri que é preciso escolher ter coragem todos os dias, como se escolhe a camisa que vai vestir. Não é automático."

A trama é leve e fluida, Sarah consegue cativar o leitor bem rápido com sua percepção singular do mundo, a cada página descobre-se uma palavra preferida que ela faz questão de explicar o significado. Além de todo esse histórico pesado, o livro conta com passagens engraçadas e até fofas, como quando Sarah descreve seu amor por seu vizinho Finn e sobre como quer dar seu primeiro beijo de língua.

"Pessoalmente, eu ia preferir que um garoto percebesse qual livro eu estava lendo e me dissesse que também tinha gostado. Isso parece um sinal melhor de carinho do que um beijinho qualquer.

O livro não segue o modelo começo, meio e fim e nada de realmente marcante acontece, mas ainda assim é uma leitura gostosa. Quando comecei a ler achei que a estória seria contada através de cartas, porém não é exatamente assim. Enfim, posso dizer que é um dos melhores livros que li até agora nesse ano.

NOTA: ✫✫✫✫
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domingo, 21 de maio de 2017

Resenha: Dorothy Tem Que Morrer- Danielle Paige

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Ficha Técnica
Título Original: Dorothy Must Die
Autora: Danielle Paige
Ano: 2016
Páginas: 384
Editora no Brasil: Rocco

Sinopse
Primeiro livro da série de Danielle Paige, nesta releitura sombria do clássico de L. Frank Baum O mágico de Oz, Amy Gumm é uma nova garota do Kansas, que, em meio a um tornado, é enviada à terra de Oz com a missão de remover o coração do homem de lata, roubar o cérebro do espantalho, tomar a coragem do leão e destruir a garota dos sapatinhos vermelhos.

“Com toda magia em Oz, com toda a magia que as bruxas tinham me ensinado, havia um truque que eu ainda não dominara: como fazer as pessoas ficarem.”

O Mágico de Oz é um dos contos mais populares do mundo, todas as crianças um dia acabam conhecendo a estória de Dorothy, a garota que foi levada a Oz por um tornado, Amy Gumm também conhecia.
Nossa protagonista é do mesmo lugar de onde Dorothy era, Kansas, e é levada da mesma forma para Oz, embora o mundo encantador do livro não fosse exatamente o que ela imaginava. Amy chega em uma Oz totalmente devastada, onde o medo e o governo cruel dominam.

Logo quando chega lá Amy é recebida por um garoto misterioso que não lhe dá muitas respostas antes de desaparecer. Depois ela encontra Indigo, uma Munchkin emburrada que a principio parece não ter muitas respostas também, mas logo depois que percebe que Amy é do outro lado, explica o que aconteceu com a incrível Oz: "Dorothy aconteceu".
Depois de ir para o Kansas, Dorothy retornou para Oz depois e foi transformada em princesa, mas algo transformou aquela inocente garotinha em uma perversa ditadora. Magia, Dorothy ficou obcecada por magia. Quando começou a governar Oz, todos se tornaram escravos dessa versão mais maléfica da Princesa, como se não bastasse tudo isso, seus amigos Glinda (a Bruxa Boa do Sul), o Homem de Lata, o Espantalho e o Leão também foram transformados em versões muito mais bizarras e cruéis.

“Para baixo é para cima, para cima é para baixo. Boa é Perversa, Perversa é Boa. Os tempos estão mudando. É nisso que Oz está se transformando.”

Após alguns acontecimentos, Amy foi convocada (ou obrigada né) a se juntar à Ordem Revolucionária dos Malvados, que era um grupo formado por bruxas malvadas (ou boas?) e outros membros que tinham um único objetivo que era o de destruir o reinado de Dorothy, com isso Amy ganhou uma missão muito importante: Dorothy tinha que morrer.

Eu amo releituras de contos populares e quando eu vi o título na livraria eu só pensei no quanto eu precisava ler. Lembro de assistir O Mágico de Oz quando era criança, e achar o filme bem bizarro (quem conhece as histórias sobre o filme sabe o que quero dizer), mas nada tão assustador quanto a Oz que Danielle Paige criou. Eu que adoro a parte mais sombria das coisas fiquei bastante satisfeita, o Leão e o laboratório do Espantalho realmente me deram calafrios. Amy é uma personagem que não te cativa muito no começo, mas depois que a trama se desenvolve você passa a torcer muito por ela.
Esse é o primeiro livro de uma série que está sendo lançada aos poucos aqui no Brasil, e por isso o final fica bem aberto. Achei a narrativa meio entediante em alguns momentos, mas para mim não alterou o resultado final.
NOTA: ✫✫✫✫

domingo, 14 de maio de 2017

Precisamos falar sobre: ódio gratuito

Hoje to estreando essa tag “Tava pensando aqui e resolvi escrever” onde que escreverei textos (não muito bons) sobre assuntos aleatórios, que eu sentir vontade de falar (tipo um desabafo). Comentários para abrir discussões saudáveis são bem-vindos. Leiam com carinho!

As vezes eu fico chocada com a capacidade das pessoas de disseminarem ódio contra as outras por pura diversão ou intolerância disfarçada de opinião. Não precisamos ir muito longe, as próprias redes sociais estão lotadas de gente que adora ofender e desprezar o outro a troco de nada, ou quem sabe de uma satisfação meio cruel.

Assim como a maioria das pessoas, eu destino parte do meu tempo às redes sociais e tenho uma mania de olhar comentários de publicações que me chamam atenção, sempre acompanhei meus ídolos e meus assuntos favoritos por meio de plataformas na internet, mas ultimamente tenho ficado preocupada com a quantidade de pessoas que espalham discursos de ódio.

Atualmente, a internet se encontra em uma fase onde debates sobre inúmeros assuntos são feitos e qualquer pode emitir uma opinião sobre esses assuntos, desde que tenha acesso. Todo mundo pensa de uma maneira diferente e cada um tem liberdade para poder expressar suas crenças, o problema acontece quando eu abuso dessa liberdade e passo a ofender o outro. É incrível como um debate sobre política pode acabar virando uma guerra, onde ninguém mais se preocupa em só discutir o assunto e sim desestruturar e até humilhar quem pensa diferente.

Outra coisa bem cruel, mas que acontece o tempo todo, é determinada pessoa famosa postar uma foto e de repente choverem críticas (quase nunca construtivas) em relação sua aparência e o que mais se tiver para falar. O ídolo de alguém começa a namorar e isso se torna motivo para desqualificarem o (a) parceiro (a) dele. A galera tá sempre disposta a odiar, xingar e desmerecer, sem ter o mínimo de empatia com o resto do mundo.

Isso é mais visível nas redes sociais onde as pessoas estão “protegidas” por seus computadores, mas na vida real é ainda pior. Homofobia, racismo, intolerância e por aí vai. É muita gente “opinando” e pouca gente entendendo ou ajudando.

Ninguém é obrigado a ser a favor do casamento gay, mas ninguém também não tem direito de agredir ou desmoralizar um casal homossexual. Ninguém é obrigado a gostar do cabelo/tatuagem/piercing de alguém, mas ninguém também tem o direito de acabar com a autoestima da pessoa. Ninguém é obrigado a concordar com o aborto, mas ninguém também tem o direito de interferir no corpo de uma mulher.

Quando alguém diz que uma vítima de estupro coletivo mereceu ser estuprada porque devia estar em casa, também está a agredindo, pessoas que passam por isso não precisam de críticas, não precisam de culpa além da que elas já estão sentindo, precisam de apoio e compreensão. Por que é mais fácil criticar do que ajudar? Por que a odeiam tanto?

As pessoas acham que elas tem o direito de ser como elas querem, somente quando se trata delas, quando o outro entra, as críticas são livres e nem precisa pensar se a pessoa vai se sentir ofendida.

“Ah mas eu não sou assim!” Todo mundo é assim, pelo menos um pouquinho (inclusive eu), cabe a nós trabalharmos nossos preconceitos, intolerâncias, etc. E pensar em como isso afeta o outro. Menos ódio e mais empatia.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Resenha: A Menina Mais Fria de Coldtown - Holly Black


Ficha Técnica
Título Original: The Coldest Girl In Coldtown
Autora: Holly Black
Ano: 2014
Páginas: 384
Editora no Brasil: Novo Conceito

Sinopse
No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros – são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de Coldtown, nunca mais consegue sair.
Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre, são seu insuportavelmente doce ex-namorado – que foi infectado, e portanto representa uma ameaça – e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown.


“Eles comem uns aos outros. Comem a nós. Comem todas as porcarias de coisas. Eles beberiam o sangue do mundo inteiro se nós deixássemos”.
 





Primeiro, eu queria dizer que essa é minha primeira leitura vampiresca, depois de uma leitura superficial, há muito tempo, do último livro da saga Crepúsculo, então é possível que eu dê algumas opiniões equivocadas sobre o tema.

Esse era um dos livros que eu queria ler faz tempo, desde que ele me chamou a atenção em uma das minhas visitas a livraria Saraiva. Recentemente, tive a oportunidade de adquiri-lo em um sebo aqui da cidade, onde fui trocar alguns livros que não queria ler.

‘A Menina Mais Fria de Coldtown’ me deixou bastante receosa justamente por causa do tema, já que o vampirismo passou por um período de romantização e deixou o “sinistro” um pouco de lado, eu estava crente que não gostaria da estória, apesar de todas as avaliações positivas de outros leitores.

Então, a autora Holly Black, conseguiu misturar muitas coisas na trama, desde a premissa, que na minha opinião é muito boa, se tratando da coexistência de humanos e vampiros e a criação de Coldtowns, até o romance entre Tana e Gavriel. Um dos meus temores era que a autora focasse muito na parte do romance e esquecesse o resto, mas para minha surpresa isso não aconteceu.

Tana é uma personagem muito boa, determinada, e apesar de todos os seus medos ela ainda se obriga a ser corajosa.

Tudo começa em uma festa que nossa protagonista vai. Ao acordar na manhã seguinte em uma banheira, depois de beber muito, ela se vê diante de um massacre, todo mundo que estava na festa com ela um dia antes, sofreu um ataque vampiresco. Depois de todo o choque ela reencontra seu ex-namorado, Aidan, em uma situação bem complicada e conhece Gavriel, vampiro que depois ela descobre ser mais perigoso do que ela imaginava. Assim, a saga de Tana começa, com ela indo para uma das Coldtowns, junto com seu ex, seu recém-conhecido e dois adolescentes que ela encontra no caminho, Midnight e Winter.

Eu tive um misto de emoções durante minha leitura, comecei empolgada, mas depois fiquei entediada com as páginas e louca pra acabar de ler o livro, chegando no final da estória fiquei satisfeita de novo. Em alguns momentos a trama é arrastada, em outros, surpreendente.

Achei a história do Gavriel um pouco confusa e acho que poderia ter sido explorada de uma melhor forma. Algo que me deixou irritada, de certa forma, foi a galera louca para ser transformada, é irritante, exemplo do que aconteceu/acontece com Midnight e Winter. É como se os humanos passassem a ser meio que escravizados pelos vampiros, justamente por causa de todo esse deslumbramento.

O livro é bom, mas peca um pouco na narração que por vezes se torna monótona, a autora conseguiu resgatar um certo terror das histórias de vampiros, mas se perde em algumas das justificativas e estórias pessoais de alguns personagens.

NOTA:✩✩✩

sábado, 22 de abril de 2017

Review: Girlboss

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Eu nem estava lembrando da estreia de Girlboss na Netflix, aí vi lá no Twitter que uma menina já tinha começado a assistir e fui ver qual era, claro acabei maratonando e vim dar minha opinião aqui como sempre.

Sinopse:
A série é inspirada no livro best-seller do New York Times #Girlboss de Sophia Amoruso, fundadora da marca Nasty Gal. A série foca a vida de Sophia Amoruso (Britt Robertson), que começou o seu negócio a vender peças de roupa vintage no eBay e aos 28 anos tinha construído um império de moda multimilionário, a Nasty Gal.

A série tem umas carinhas conhecidas: Britt Robertson, de A Primeira Vez e The Secret Circle; Johnny Simmons, de As Vantagens de Ser Invisível; RuPaul, de RuPaul  Drag Race e Dean Norris, de Breaking Bad.

Girlboss me causou uma mistura de sentimentos enquanto eu assistia, apesar de Sophia ser uma mulher forte e determinada, ela consegue ser muito irritante e egoísta.
Quem está assistindo fica muita apreensivo, porque a gente acaba querendo que tudo dê certo para a protagonista e criar um negócio do nada, para muitos, é impossível. E foi do nada mesmo, porque nem dinheiro direito a Sophia tinha. 

Eu gostei de todos os personagens, não muito da mãe dela, mas queria dar destaque a melhor amiga de Sophia, Ellie, que aguenta ela todo esse tempo e é uma fofa. Quanto ao par romântico da nossa protagonista, Shane, achei ele meio pombo no começo, mas depois eu comecei a shippar tanto os dois, pena que aconteceu o que aconteceu.

Enfim, a série é bem leve e fácil para maratonar, algo que tenho dado até uma preferência ultimamente, e graças a Netflix tem muita série assim, de comédia dramática, para assistir.


NOTA: ✪✪✪✪